terça-feira, 27 de julho de 2010

O preço da vida..

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Numa grande e agitada cidade do Sudeste brasileiro vivia um solitário menino.
Nada lhe faltava: estudava no melhor colégio do bairro, possuía todos os brinquedos que eram

anunciados na televisão como sendo “de ultima geração”, sua alimentação era completa e

balanceada e, caso adoecesse, era levado aos melhores médicos e especialistas.
Á primeira vista parecia que tudo estava perfeito em sua vida, mas havia uma coisa da qual ele

sentia muita falta.
Certa noite, quando seu pai regressou de mais um dia de trabalho, estressado como em todos os

outros dias de todos os outros meses e de todos os outros anos, Rubinho este era seu apelido,

surpreendeu a todos com a seguinte pergunta:
-Pai, quanto você ganha por hora?
– O pai, um tanto irritado, questionou:
- Que pergunta é essa, garoto?
– Por favor, pai! Responda! Quanto você ganha por hora? – Insistiu Rubinho.
– Não revelo isso a ninguém! Nem a sua mãe sabe! Por que você quer saber? – foi a resposta.
Mas o garoto não desistiu. Afinal, demorara tanto para tomar coragem...
– Por favor pai! É importante para mim! Diante da insistência do filho, o pai acabou dizendo:
- Cinqüenta reais a hora!
– Então, pai, dá para me emprestar 20 reais?
Muito indignado, aquele pai largou até os talheres, empurrou o prato com o jantar e esbravejou:
- Era para isso que você queria saber quanto ganho por hora? Seu moleque interesseiro! Está

querendo me sugar ainda mais o sangue? Já não basta eu me matar de trabalhar para te

sustentar com tudo de bom e do melhor? Você não me perguntou se eu estou cansado, se tive

um dia difícil, mas o meu dinheiro você quer! Vá já para a cama e não me amole mais!
Coitado do Rubinho! Muito triste, mas obediente como sempre, foi para o seu quarto, mas não

conseguia dormir.
Algumas horas mais tardes, o pai, arrependido de ser tão grosseiro como filho, foi ao quarto do

menino e disse:
- Desculpe, meu filho.Eu ando muito nervoso e acabei dizendo o que não queria. Está aqui o

dinheiro que você pediu.
Com os olhos ainda molhados e lágrimas, o menino enfiou a mãozinha debaixo do travesseiro e

pegou 30 reais. Muito feliz, disse:
- Agora já completei! Pai, você pode me vender uma hora do seu tempo?

Pense nisso, com a razão e não com o coração.

Um comentário:

Ge Leali disse...

É muito lindo mesmo....bj