segunda-feira, 26 de abril de 2010

Se não há vergonha, não há culpa.

Se são os nossos sentimentos sobre as coisas o que de fato nos atormenta e não as coisas em si, conclui-se que culpar os outros é tolice. Portanto, quando sofremos reveses, perturbações ou dêsgostos, não culpemos jamais os outros, mas nossas próprias atitudes.


As pessoas mesquinhas geralmente atribuem aos outros a culpa por seus próprios sofrimentos. As pessoas comuns atribuem a culpa a si mesma: aquela que se dedicam a viver uma vida de sabedoria compreendem que o impulso de atribuir culpa a alguém ou a alguma coisa não passa de tolice e que não se ganha nada culpando seja quem for, os outros ou nós mesmos.


Um dos sinais que indicam o inicio do progresso moral é a extinção gradual da culpa.Passamos a ver como é inútil fazer acusações. Quanto mais examinarmos nossas atitudes e trabalharmos o nosso intimo, menos estamos sujeitos a ser assolados por tempestuosas reações emocionais nas quais buscamos explicações fáceis para aquilo que nos acontece.


As coisas são simplesmente o que são. As outras pessoas que pensem o que quiserem, não é da nossa conta.


Se não há vergonha, não há culpa.


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