É necessidade do outro:
da presença,
do sorriso,
do olhar,
do silêncio.
É necessidade do outro lado:
da angústia,
do medo,
da lágrima,
da desistência.
É necessidade do vazio:
da saudade,
do adeus,
do nunca mais.
Amor só é amor porque carrega em si a sina da despedida:
do último beijo,
do último olhar,
do último "até logo".
Amor só é amor porque se precipita em amar em vez de conhecer,
se satisfaz em carinhos em vez de caminhar em busca de outras conquistas;
de outras presenças,
de outros sorrisos,
de outros olhares,
de outros silêncios.
O amor só é amor porque é solitário;
é exclusivo,
é vingativo.
E este sentimento tão imenso só é amor porque não se divide, não é solidário.
E quanto maior se fica mais egoísta, mais desconfiado, mais irracional se torna.
Mas é amor, é somente amor.
E só é tão "viciante" o amor, porque o amor é renúncia, é esquecer de si mesmo para só pensar no outro como se o outro fosse a própria pele, o próprio segmento, o próprio "eu".
E por que ama.
(Autor Desconhecido)
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