sexta-feira, 1 de junho de 2007

ALVORADA

Quando terrores noturnos
Assaltam o meu coração,
Ergo os olhos taciturnos,
Tudo é densa negridão.
De onde virá o socorro?
Grita à alma a aflição
Quando terei o consolo?
Quem trará libertação?
Como a corsa busca a água,
Busco a Ti em oração
Mansamente vai-se a mágoa,
Fica calma, a gratidão.
Inunda minha alma turbada
Qual brisa, em doce canção,
Tua voz, suave, velada,
Filha, não te turbe o coração.
Adormeço, acalentada,
Por Tua doce presença,
De manhã, a alvorada,
Vejo a luz, incandescência!
A noite passou,
O dia chegou!
O Senhor me diz:
Nada temas,
Eu, contigo estou!
(Heidi S. Ferreira)

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